Storytelling e Marketing

Quer mais resumos? acesse o nosso canal.

Histórias bem contadas aproximam às marcas do consumidor moderno

O consumidor de hoje lê livros, assiste filme e ouve histórias- o marketing precisa se adaptar para conseguir impactá-lo por meio desses canais e mantê-lo cativado

No Brasil de 1950 até 1970, as estratégias de marketing eram planejadas com base no princípio 4 P´s (place,product,promotion,price). Sabendo usar esses quatro elementos (lugar,produto, promoção, preço) na rádio e na televisão, sua estratégia de marketing ia ser um sucesso. Porém, aos poucos algumas marcas como Standard Oil Company of Brazil e Refinações de Milho Brazil procuraram caminhos diferentes e começaram a trabalhar com ações associadas a o que hoje conhecemos como branded content.

Essas e outras empresas criaram conteúdos autorais naquela época, o objetivo era divertir e até algumas vezes educar, mesmo assim os conteúdos conservavam um tom bastante unidirecional, atrelado aos princípios das 4P`s. No momento funcionava, mas a indústria cultura e a evolução da internet chegou para transformar esse cenário.

Industria Cultural e Marketing

Antes de entender como a indústria cultural impactou ao mundo, é importante entender o que é. A Indústria Cultural foi um termo criado pelos filósofos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, ambos pertencentes à Escola de Frankfurt. Eles afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estaria apagando aos poucos tanto a arte erudita quanto a arte popular. Em palavras mais simples, todo produto artístico estava sendo padronizado para poder ser consumido pela maioria das pessoas.

Mas, como esse conceito está relacionado com o marketing de hoje? Simples, as narrativas deste movimento massificaram muitos produtos culturais, vendendo-os como originais e eruditos, essa era a intenção no primeiro momento. Além disso, a Industria Cultural conseguia promover uma satisfação entre os consumidores, uma vez que toda a narrativa deixava muito claro que a decisão de compra era feita consensualmente. Até hoje esse é o caminho para ter uma estratégia de marketing bem-sucedida.

Por que apostar nas histórias?

É claro que as narrativas da Indústria Cultural usavam histórias o suficientemente cativantes para atingir seu objetivo. No entanto, será que hoje também é preciso usar esse recurso? Se sua resposta é não, lamento dizer que precisa repensar esse posicionamento, uma vez que hoje mais do que nunca as histórias são a chave para engajar seu público-alvo.

Com a gigantesca quantidade de informação que é produzida hoje na internet, os usuários são mais exigentes, especialmente com as marcas, ou seja, não vão aceitar qualquer conteúdo; pelo contrário, eles procuram histórias que os conectem e sua marca pode conseguir isso enquanto vende seu produto e serviço, deixando bem clara qual é sua proposta de valor.

Se não sabe como criar essas boas histórias, o storytelling está aqui para lhe ajudar. Claro que não vai solucionar todos os problemas da sua marca, mas posso garantir que quase a maioria. Não será um caminho curto, uma vez que primeiro é preciso entender quais são suas tribos, qual linguagem permite uma comunicação mais fluida, criar personas para logo criar personagens adaptáveis a múltiplos formatos e canais, ao e por aí vai.

 A criação de boas histórias é uma jornada que requer esforço, transparência e se abrir a um novo mundo de possibilidades na era data storytelling. Está preparado para esse novo universo?

Quer saber mais sobre Storytelling? Leia o artigo completo

STORYTELLING NO AGRONEGÓCIO

Quer mais resumos? acesse o nosso canal.

Um momento curioso da semana. Estava num restaurante com amigos e um deles comentou com o garçom que só queria carne se fosse Angus. Outro amigo ficou curioso, perguntou se dava para notar alguma diferença. Entramos em uma conversa que tem muito a ver com a aplicação do Storytelling no agronegócio.

Mas antes de falar disso, vale uma explicação sobre percepção. Daria para escrever um livro sobre isso, mas vou arriscar ser direto ao ponto. O fato é que nada por si só tem valor. Um diamante nada mais é do que um mineral. Só é caro porque todos resolvemos concordar que o mineral diamante é mais valioso do que o mineral ametista ou o minério de ferro. A questão é: por que decidimos dessa forma?

Alguns podem dizer que é pela raridade do material. Mas se for seguir por essa lógica, então o cupim deveria ser um dos cortes mais caros de um boi. Já que um abate rende 2kg de cupim e 10kg de alcatra, por exemplo.

Então pode ter a ver com o fato de que dependendo da região do animal, a característica da carne muda. Nesse caso, por que um presunto espanhol Pata Negra custa dez vezes mais do que o presunto nacional? Afinal, ambos são feitos do pernil do porco.

Podemos ser levados a pensar que a variação de preço é devida ao processo de fabricação, muito diferente nos dois casos. Mas como fica o caso do vinho? Afinal, com ingredientes e processos semelhantes, a variação de preço entre vinhos pode ser duzentas vezes maior.

Storytelling ajuda a responder todos esses questionamentos: atribuímos valor às coisas (e até mesmo às pessoas) de acordo com as histórias que nos contam sobre elas. Tem vezes que a história pode estar focada em processo de produção, tem vezes que a história gira em torno das características da matéria-prima… já catalogamos 20 diferentes tipos de histórias que as marcas e os mercadores nos contam. Tem vezes que uma história é combinada com outra, formando um enredo com essas histórias, um commodity assume um patamar de valor diferenciado.

No mundo do agronegócio, uma das histórias mais marcantes é a de denominação de origem controlada. Algo que só pode levar aquele nome se for produzido numa determinada região. Por exemplo a champagne, que pra ser champagne, tem que ser feito na região francesa de Champagne. Para não ficar para trás, outras regiões de outros países inventam variações… a Itália por exemplo tem o Lambrusco na região de Emilia Romagna e o Prosecco na região do Vêneto. Nesse caso, não é apenas uma mudança de nome, mas o tipo de uva é diferente de um para o outro. O mesmo acontece com os queijos gorgonzola na Itália e roquefort na França.

A mesma coisa acontece com o vinho do Porto. A variação espanhola é o Jerez, palavra que deu origem à variação inglesa Cherry.

Moral da História: se você trabalha com agronegócio, busque uma história que torne o seu produto mais específico. Produtores, por exemplo, podem se articular para conseguir o selo DOC para algum produto típico de sua região. Outra possibilidade seria inovar no processo e explicar pras pessoas a diferença que isso faz no produto final. É exatamente isso que fazem os autores de filmes, livros e seriados: as jornadas de um herói são muito semelhantes, mas os autores sempre buscam um jeito de criar as histórias e os personagens com algo inédito com relação a tudo o que já foi contado.

Se você conhece outros exemplos de aplicação de Storytelling no agronegócio, comente abaixo. E se quiser dicas de algum outro segmento, conte pra gente. Se quiser ajuda pra contar sua história, conte com a gente 😉

Este artigo foi publicado inicialmente no Linkedin

Quer saber mais sobre Storytelling? Leia o artigo completo