Para Ser Storyteller II

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Inegável e inquestionável: todos contamos histórias. Temos feito isso mesmo antes que elas pudessem ser registradas. Mas quando eu falo em se tornar Storyteller, assim, em inglês e com S em caixa alta, quero  me referir ao contador de histórias profissional. Estou falando de quem tira sua renda de seus enredos. Pessoas que ‘vivem para’ e ‘sobrevivem de’ contar histórias.

É aí que entra técnica, talento e sensibilidade. Não basta fazer rimas para ser um poeta. Não basta ser alfabetizado para ser escritor. Aliás, saber escrever bem um texto técnico, científico ou publicitário não ajuda (e às vezes atrapalha) a escrever um narrativo. Da mesma forma, não basta contar histórias para ser um Storyteller. Tem muita gente que começa a contar uma história e logo causa o efeito oposto do esperado: ao invés de entreter, entedia.

Entreter é um dos fatores primordiais da narrativa. Se não for para entreter, melhor ser direto ao ponto como faz o jornalismo contemporâneo. Mas não fica por aí. A atenção é, sim, o oxigênio das histórias. Mas as histórias respiram por um motivo. E esse motivo, que reside na raiz tanto da literatura como da dramaturgia, foi o que manteve viva a tradição de contar histórias por tanto tempo: contar verdades que de outra forma seriam amargas demais para engolir.

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Para Ser Storyteller I

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Não posso dizer que tenho todo o conhecimento de storytelling. Na verdade, nenhum autor pode. Aliás, os grandes autores dizem que ‘você jamais pode dominar a arte de contar histórias, no melhor cenário você pode aprender a contar aquela história em que está trabalhando.’ 

O ato de narrar histórias é o centro de todas as formas artísticas e um processo de aprendizado que dura a vida toda. E mesmo sendo uma das atividades mais antigas da Humanidade ainda é um assunto em constante evolução. Volte um século no tempo e nem cinema existia. E hoje existe essa coisa com o estranho nome de transmídia. Se há tanta informação e transformação, por onde começar? 

O primeiro passo é garimpar o próprio histórico de vida atrás das grandes descobertas e experiências transformadoras.  É preciso extrair do histórico as boas histórias.  

Para se tornar um storyteller profissional é preciso transformar essas histórias em projetos. Ou seja, obter renda dos enredos. Não é fácil. Mas também não é impossível.

Tudo parte do sonho. De querer algo distante. Como uma fruta num galho mais alto que o braço alcança. Mas de querer tanto aquela fruta que se disponha a trepar na árvore, sabendo que o galho pode quebrar e cair. Ou de vencer a preguiça e ir buscar uma escada. Ou ainda de construir uma escada. É como dizem em outras terras ‘where there’s a will, there’s a way’.

Sonhos temos todos. São como sentimentos. Alguns deixam mais trancados, mas não é por isso que deixam de existir. Nada que uma busca interna não encontre. #google-se

Com esse sonho em mente o próximo passo é ao papel passá-lo. Mas isso fica para o próximo post. Até lá, tenha bons sonhos!

‎”A gente tem que sonhar, se não as coisas não acontecem” ~Oscar Niemeyer

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COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!

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Você ainda nem chegou ao trabalho e pelo celular já descobriu que tem mais de uma dezena de e-mails à sua espera. Entretanto, a péssima ideia de dar uma olhada no Face antes de começar as atividades do dia o faz perder boa parte da manhã e os e-mails que estavam em cativeiro agora se multiplicaram como gremlins em dia de chuva. Tem gente que chama isso de Information Overload. No Brasil, o apelido chega a ser engraçado: Obesidade Informativa. Independente do nome, o fato é que o problema é global.

Mais quarenta anos atrás o economista ganhador do Nóbel previu o que estamos vivendo agora. Ele disse que “o que a informação consome é um tanto óbvio: a atenção do seu receptor. Assim, riqueza de informação provocará pobreza de atenção.”

Só que ele não contava com os Storytellers, ou seja, os contadores de história. Esses que aparecem na sociedade como escritores, roteiristas, poetas, quadrinistas, cineastas, romancistas, dramaturgos e novelistas, enfim, pessoas que vivem a vida de contar boas histórias. Eles são um tipo de pessoa capaz de fazer com que você desligue seu celular numa sala escura ou largue tudo e segure seu livro com as duas mãos por horas e mais horas, às vezes roubando até mesmo as preciosas horas de sono.

Os mais atentos ao texto já devem ter se perguntado: “Se o problema é excesso de informação, como que produzir ainda mais informação – em forma de narrativa de histórias – pode ser a solução?”. Parece contraditório, mas não é. Primeiro porque toda história é capaz de aglutinar e organizar toneladas de informações de forma coesa e fácil de ser compreendida. Tudo o que seria dito em 10 comunicações com finalidades diferentes – desde o comunicado do RH pros colaboradores até o anúncio publicitário – pode ser orquestrado numa única história. Segundo porque toda narrativa é uma coletânea de melhores momentos. É uma exploração em profundidade daquilo que importa para a história e nada mais. Então se o narrador diz que o personagem se ajoelhou, pode ter certeza que alguma coisa vai decorrer desse ato… ou ele vai escapar de um tiro, ou é porque achou a Moeda #1 do Tio Patinhas.

No caso da presença das marcas nas redes sociais, por exemplo, digo que sim, não só é possível combater o excesso de informação com histórias, como ainda é possível melhorar o conteúdo publicado com técnicas narrativas.

O fundamento principal do Storytelling é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar se a narrativa despertar emoções. Para isso, o personagem precisa sentir essa emoção para contagiar os leitores. Só que para o personagem sentir essa emoção, o autor precisa sentir primeiro.


Se você estiver rindo enquanto estiver escrevendo, os leitores vão rir. Se estiver chorando, vão chorar. Se você estiver bocejando, aí vai estar falando sozinho, porque no primeiro bocejo eles vão virar de página… da sua para a de outra marca.

A seguir vou contar 5 dicas de como melhorar a sua narrativa nas redes sociais:

1. Tenha sempre um personagem. O personagem é alguém para carregar a ação. Ele pode funcionar como narrador ou protagonista. Ele pode até mesmo atuar como os dois ao mesmo tempo. O importante é que ele tenha a consistência de alguém com vida própria.

2. Pense o post como um episódio. Por mais curta que seja a postagem, organizer de forma ressonante é fundamental. A estrutura de “começo, meio e fim”, funciona a partir de três frases. De preferência, faça com que “o fim” contenha a moral da história. E que a moral não seja uma pregação, mas um aprendizado pessoal do personagem.

3. Comece o post no meio da ação. Pule as explicações.

4. Citações como frases de um diálogo Releia o começo do artigo e repare como eu estabeleço uma conversa imaginária. Para fazer isso, é simples: ao invés de “fazer um texto para a massa amorfa da internet”, tenha alguém em mente na hora de escrever. Ao se conectar com uma pessoa, você acaba se conectando com milhares.

5. Escolha um sentimento que quer provocar, e cutuque! O fundamento principal que garante o sucesso do Storytelling na Humanidade é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar como narrativa se despertar emoções.

COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!

Publicado inicialmente na Revista Interface, por Fernando Palacios.

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