UNIVERSO TRANSMÍDIA NO PLANETA DOS MACACOS

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Transmídia é uma forma muito contemporânea de se contar uma história: ao invés de seguir por uma só linha, a narrativa pode ganhar novos horizontes. No caso da franquia Planeta dos Macacos, o transmídia começou logo com o primeiro filme: ao invés do remake do seriado, o filme foi mostrar a origem de como o nosso planeta foi tomado pelos símios. Assim, o filme ajuda a complementar a história do seriado na mente dos indivíduos que já conheciam a história.

Entre o primeiro e o segundo filme, passam-se dez anos. O estúdio Twentieth Century Fox uniu forças com a Vice para criar conteúdos complementares que acontecem no hiato entre os filmes e que ajudam a aprofundar os dilemas de todos os sobreviventes à gripe símia.

1 ano depois, o silêncio no meio da crise:

https:/c/www.youtube.com/watch?v=ejrtt37XzOY&feature=youtu.be&list=PLTlJK3kwZIbQJn1L-Z0oTqKxYDE0NmNwg

5 anos depois, a tensão dos poucos que sobraram:

10 anos depois, a loucura testemunhada por uma arma:

Além dessa imersão no universo ficcional, existe ainda um documentário que se passa no nosso mundo atual. Considerando que o filme trata de um futuro distópico – aquele em que tudo vai de mal a pior – é eficaz a estratégia de provar que o cenário apresentado no filme está mais próximo do que imaginamos.

O que existe de especial nesse case é o fato de que apesar de não usarem muitas frentes narrativas, as peças são todas muito bem construídas: tanto em termos de produção, quanto de enredo. Cada uma adiciona uma camada a mais no universo ficcional. Para quem está atento, é um prato cheio, com toda a vantagem da estratégia transmídia: mesmo que você não tenha visto nenhum dos filmes, você pode ver os curtametragens.

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STORYTELLING NÃO EXISTE SEM AUTENTICIDADE

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Adotar storytelling pode beneficiar a empresa, mas pode prejudicá-la, se toda a comunicação não estiver alinhada com o conceito da ferramenta. Quem faz o alerta é  Fernando Palacios, co-fundador do escritório Storytellers Brand ‘n’ Fiction.

Abaixo, Palacios comenta os erros de empresas que querem usar o storytelling, mas não se posicionam integralmente com uma comunicação humanizada. Ele ainda indica quais os aspectos que vão predominar essa área, no futuro.

 Storytelling virou business com a indústria do entretenimento, mas é recente no mundo corporativo. O que há de tendência nessa área?

Muita coisa, até por ser tão inicial, embrionária. Uma das primeiras coisas é entender a importância do conflito. O mundo corporativo é muito genérico, na comunicação. Muitas empresas têm a comunicação oficial muito ligado ao jurídico, é fria, impessoal, distante. Só que cada vez mais isso vai dificultá-las a falar com os públicos, porque a distância entre as pessoas e as empresas está diminuindo, principalmente com as redes sociais e toda a informação disponível.

Então o posicionamento da comunicação da empresa interfere no storytelling.

Não só. Às vezes tem marca que fala super bem com o público, é descolada, mas no momento de crise, joga para o público um comunicado frio e distante. Cadê aquele cara que falava comigo, descolado? Tem de entender que a marca é vista pelas pessoas como uma entidade.

Essa dificuldade que empresas têm com storytelling é, na verdade, de comunicação e posicionamento?

Sim. Quando fala-se de storytelling, a grande tendência é entender os arquétipos. Carl Jung, cem anos atrás, estudou tipos de pessoas e personalidades, definiu alguns arquétipos, mas os arquétipos são muito anteriores. Há pelo menos 12 arquétipos padrões desde o “início” da humanidade. Na primeira história que a gente tem registro, a Epopéia de Gilgamesh, já tem 12 arquétipos diferentes. Quando se olha para o mundo corporativo, a tendência é de cada empresa se posicionar de acordo com um arquétipo diferente. Até porque, se todo mundo for igual e falar com a mesma voz, o próprio conceito de marca perde muita força. O princípio de marca é marcar, diferenciar. Se todo mundo for verdinho, correto, isso deixa de ser diferencial e vira pré-requisito, pedágio.

Então, quando a empresa se interessar pelo storytelling, deverá entender que vai ser mais humanizada e prioritariamente vai ter de passar por questões como conflitos e emoções?

A empresa tem de ter opinião, personalidade. Quanto mais se aproximar de um ser humano de verdade, que tem defeitos, falhas e não acerta sempre. Na hora em que a empresa tiver um erro, todo mundo já vai vê-la como humano, que pode errar, e não como uma entidade, um ser superior.

Você vê essas dificuldades nas empresas, quando elas vão atrás de um storyteller (especialista em storytelling)?

Eu vejo essa dificuldade de conseguir entender o preço da humanização. Toda marca quer ser mais humana, ter relacionamento, mas isso tem um preço. Você vai ter de se expor e o concorrente vai tentar tirar proveito disso. Mas quanto mais humano você for, mais as pessoas vão ficar do seu lado. As pessoas ficam do lado de quem está sofrendo, isso é natural, é assim que se estabelecem laços.

Quando as empresas começarem a entender isso, vão saber também que o storytelling pune e pode atrapalhar do mesmo jeito que ajuda muito. Se você tentar manipular uma historia e as pessoas descobrirem, sua descrença vai ser tão forte que será muito mais difícil reconstruir a relação. Então são muito importantes a autenticidade e a verdade de uma história. Não pode contar uma mentira, sabendo que é mentira, mas querendo postar como verdade.

As empresas precisam se posicionar para um público diferente, da era da informação.

Exatamente. A mesma informação que te atrapalha, que concorre com você. Seu anúncio, sua mensagem institucional, seu release, vão concorrer com o filme da Pixar que vai estrear. O tempo e a atenção da pessoa são mais limitados ainda. Além da concorrência, tem o fato de que a informação chega mais rápido. E se você tentar ser não autêntico e criar inverdade, as pessoas vão saber mais rápido e fazer contenção disso ficará mais difícil.

Além dessa questão, que outra tendência você vê?

Além de autenticidade e posicionamento, outra tendência muito forte é entender a qualidade de conteúdo. Cada vez mais vai ficar difícil concorrer com Disney, Hollywood, Pixar, Marvel e Globo. Aí podem falar, “então vou colocar meu anúncio dentro da Globo.” Hoje em dia dá muito resultado, mas no futuro vai ficar muito mais difícil, o ser humano vai arrumar cada vez mais formas de burlar isso (o anúncio). Hoje tem o Netflix, que não tem anúncio. O tempo em que vou assistir, vou deixar de ver comunicação de marca. Mas se você vai colocar como merchand, não pode ser algo horrível, que pára tudo e “vamos falar da água tal”. Tem formas de fazer isso.

Você não vai colocar duas pessoas bebendo água num bar porque é horrível, nem numa cena de palestra porque não faz diferença. Mas num deserto, em que o cara caiu do avião e sobreviveu e há cinco dias não bebe água, encontrar a garrafa vai ser mágico. Então tem de haver um contexto, saber colocar na forma certa, mesmo que tenha de criar uma história dentro de uma história.

Mas essa coisa de empurrar a informação, a marca, vai fazer cada vez menos sentido. O storytelling não vai funcionar como pizza. Ela é uma lasanha, tem várias camadas. Está tudo interligado: marketing, jurídico, branding, entretenimento, tudo. Você tem várias histórias: as dos usuários em relação à marca, colaboradores que constroem a marca, as histórias que a empresa cria. Tem uma série de coisas que é preciso filtrar. Não tem nada pior do que “vamos fazer um projeto de storytelling e contar cada um dos 100 anos da história da empresa”. Vão deixar de ver no ano três. Tem de entender que as histórias têm organicidade, dinâmica, que elas funcionam. Tem de entender a técnica, não é intuitivo. Tem gente que conta história sempre, mas não conta bem. Storytelling demora para ser feito, tudo isso são tendências pro futuro.

Outra vantagem é: a partir do momento que fizerem bem feito, outras empresas vão fazer também. Vão perceber que uma boa história dura muito tempo. É difícil, cara, trabalhosa de fazer, mas pode criar uma plataforma que vai durar cinco anos, com que todo mundo vai conversar e vai ser muito mais harmonioso do que cada vez fazer uma campanha diferente, trazer um assunto diferente. Você pode ir colocando tudo isso dentro de uma historia maior. Isso é a grande tendência de futuro, as empresas entenderem que vão ter de criar sua própria mitologia interna.

Trabalhar storytelling como um plano.

Isso. No mundo do storytelling e do entretenimento, a gente fala do universo ficcional. As empresas vão ter de criar seu próprio universo corporativo, assim como Star Wars tem Luky Skywalker, seus ambientes e personagens. A Lego é um exemplo disso, que pagava para usar universo dos outros, comprando histórias dos outros para seus brinquedos. Finalmente a Lego resolveu criar seu próprio universo e agora tem personagens que vai licenciar para outros produtos. Na hora em que os mascotes passarem a ser personagens verdadeiros, vão ter muito valor e a empresa vai poder vender a comunicação que era custo. E cada nova ação ajuda a construir mais a marca. Como os novos filmes da Marvel. Cada novo filme cria mais substância para empresa, aumenta o patrimônio dela, em vez de ser custo maior. Essa é mais uma tendência.

Esse post foi originalmente publicado pelo site da Câmara Americana de Comércio. 

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STORYTELLING NA ADMINISTRAÇÃO

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Contar histórias é uma aptidão inata do ser humano, desde que começamos a passar adiante nossas experiências em caçadas e a buscar explicações para o que nos acontecia. Seja no boca a boca ou pintando pessoas e animais em paredes de cavernas, criar narrativas faz parte de nossa natureza enquanto indivíduos. Com a evolução da comunicação e dos relacionamentos, tornou-se necessário aprimorar tal habilidade. Dentro do universo corporativo, essa prática tem o nome de storytelling. Os enredos, personagens e conflitos presentes em nossos cotidianos ganham força com uma narrativa apropriada e pensada com antecedência.

As nuances e a influência direta do ambiente corporativo sobre a vida das pessoas proporcionam conteúdo inesgotável de acontecimentos e vivências dignas de “causos”. “Dentro do público interno e através das próprias experiências na corporação, os líderes conseguem inspirar e fazer com que as pessoas não repitam erros, analisar o que deu certo ou mesmo ajudar os analistas a tornar tangíveis os projetos atuais”, afirma o professor Fernando Palacios.

Trecho da matéria publicada na Revista da Administração. 
Para ter acesso ao conteúdo completo, acesse aqui

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STORYTELLING, UMA INOVAÇÃO PARA CHAMAR DE SUA

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Nos últimos cinco anos, palavras como ‘storytelling’ e ‘transmedia’ têm pipocado cada vez mais na mídia internacional, nos comitês executivos, nos briefing corporativos, nos argumentos de vendas… e diz que tudo começou pelos relatórios de tendências.


Será? O storytelling em si certamente não é novidade. Contamos história desde a época pré-histórica. Antes mesmo de inventar a escrita ou outra forma de registro, inventamos as histórias. Inclusive, inventamos as histórias para não termos que reinventar a roda.

Afinal, o objetivo inicial do storytelling era de perpetuar descobertas e permitir que o conhecimento se acumulasse ao longo do tempo. Tanto que hoje temos a cerveja graças a uma antiga história dos sumérios. Pois é. No próximo happy hour erga a taça e proponha um brinde a eles. Se não fosse a história de dois deuses preparando uma festa de aniversário para o pai, certamente essa receita teria se perdido. Mas se storytelling não é novidade, por que tanto buzz?

Depois que o bug do milênio se provou falso, Hollywood mostrou mais uma vez que poderia fazer um anúncio de noventa minutos e que ainda assim pudesse vir a se tornar um clássico. Estou falando do funcionário da FedEx que passa quatro anos ilhado com uma bola de vôlei Wilson. 


Muitas décadas antes a própria indústria do cinema já tinha transformado a joalheria Tiffany como símbolo de elegância máxima e objeto de desejo de vida de uma Bonequinha de Luxo. Isso quer dizer que contar boas histórias para vender produtos e posicionar marcas também não é algo exclusivo dos últimos anos.

Então por que tanto tem se falado de storytelling desde as salas de aula das mais renomadas Universidades até os mais consagrados festivais de publicidade? Aí é que está: de certa forma ninguém sabe ao certo. Só se sabe que em tempos de excesso de informação, as mais intrigantes ganham sobre as entediantes. E isso é o que o storytelling sempre fez: ensinar ao entreter. 


O que precisamos aprender é como dominar esse processo sob a ótica empresarial. Os autores sabem contar suas próprias histórias, os publicitários sabem contar situações de marca… mas quem é que sabe juntar as duas coisas?


Texto inicialmente publicado pelo portal Mundo do Marketing

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OPINIÃO SOBRE A MENTIRA NO STORYTELLING

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“Conte a verdade, mas faça com que ela seja fascinante”. A frase é do lendário David Ogilvy e poderia resumir o conceito de storytelling, se de fato esse termo já existisse na época.

O assunto entrou na pauta do trade após o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) resolver avaliar denúncias envolvendo a comunicação das empresas Diletto (sorvetes) e Do Bem (sucos) e possíveis “mentiras” em suas histórias.

A primeira delas diz que a marca foi criada por um imigrante italiano, Vittorio Scabin, que veio ao Brasil após fugir da segunda guerra mundial. Acontece que tal personagem nunca existiu, como desmitificou uma matéria da revista Exame. No segundo caso, a Do Bem diz que suas laranjas são fresquinhas, cultivadas e colhidas na fazenda de um senhor chamado Francesco. Acontece que grande parte das frutas é fornecida pela Brasil Citrus.

Tais gargalos podem comprometer a credibilidade do Storytelling? O impacto maior será no consumidor, que vai desconfiar cada vez mais das histórias “espetaculares” das marcas? Ou no anunciante, principalmente aqueles que já olham para a ferramenta com alguma desconfiança? O Adnews convocou três especialistas no assunto para debater a questão:

Fernando Palacios, fundador da Storytellers Brand´n´Fiction


O consumidor talvez fique mais ligado e até mais calejado com esse tipo de ação. Das próximas vezes talvez até pesquisa no Google mais sobre o assunto. Pelo menos a parcela que se sentiu muito ofendida ao saber da verdade. Muita gente nem ligou e até defendeu dizendo para tomarmos o cuidado de não levarmos a comunicação para um caminho cada vez mais enfadonho, já que entre alguém berrando que agora está mais barato e uma história simpática, o segundo caminho é mais agradável ao próprio consumidor. É só uma questão de como conduzir o processo, de não induzir o consumidor ao erro.
Claro que o assunto vai repercutir nas empresas. Os profissionais que já estão ressabiados com o termo tendem a apontar o dedo e dizer ‘viu só?’ Só que vale lembrar que Storytelling não é apenas uma ferramenta. Estamos falando de um conceito que abrange grande parte das atividades humanas. Vamos ao cinema para assistir a histórias, quando estamos no bar com os amigos contamos histórias, assim como as conversas do café. O tempo todo estamos cercados por narrativas e é impossível fugir disso.
Sábio é o executivo que aprende com os erros dos concorrentes. Ele pode perceber que não é esse tipo de Storytelling que deve ser feito, ou pelo menos não desse jeito. Mas uma coisa é inegável: algo de muito certo essas empresas fizeram, ou não teriam feito tanto sucesso em tão pouco tempo. Nem estaríamos todos debatendo sobre elas.
Nesse caso, a lição é simples e eu já ensinei mais de mil alunos sobre isso: se não aconteceu de fato diga que é uma ficção e ponto. E se aconteceu no mundo real não diga que é verdade, mas que é baseado em fatos reais. Toda história tem muitos lados.
Para finalizar, vale ressaltar que esse tipo de acontecimento sempre é bom para o mercado, pois o ajuda a amadurecer. Se Do Bem e Diletto tivessem buscado uma consultoria de Storytelling, elas não estariam nessa situação. Cada vez vai ficar mais difícil contar histórias corporativas baseadas apenas em intuição. Que venha e profissionalização e que ela traga grandes histórias.

Esse post foi publicado originalmente pelo portal AdNews.

Para ler a matéria completa acesse o post no AdNews.

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O buzz da Coca-Cola na mão do vilão de Império

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O mercado internacional reconhece o impacto e a efetividade dos trabalhos de product placement. Fosse diferente, a maioria das superproduções não teriam a introdução das marcas durante as cenas. Para alguns especialistas, o Brasil parece ainda engatinhar no tema, apesar de já ter algumas iniciativas interessantes. Uma delas, criada pela J.Walter Thompson, chamou a atenção de parte do público do Twitter.

No penúltimo capítulo da novela Império, exibida pela Rede Globo, o vilão José Pedro (Caio Blat) bebeu uma Coca-Cola momentos antes de sequestrar a própria irmã (Leandra Leal). “Estou ansioso. Fiquei até com a boca seca. Adeus, bastarda”, disse o personagem, ao lado de Maurílio (Carmo Dalla Vechia). Na sequência, durante o sequestro, Maurílio segura a lata vazia na mão e questiona o que fazer com o objeto, que agora tem impressões digitais.

Ao tentar jogar a embalagem no lixo, entretanto, o personagem erra o alvo, e o item cai na rua. A última cena parece deixar evidente a importância que a lata da Coca deve ganhar no desfecho do último capítulo da trama. Entretanto, parte do público do Twitter não entendeu a ação como um encaixe bem contextualizado. Uma enxurrada de críticas sobre a introdução do produto nas cenas ganhou a rede social. A maior delas: a associação do vilão com o produto.

Para Fernando Palacios e Fundador da Storytellers Brand´n´Fiction, a questão é também a própria cultura do brasileiro com relação à polarização entre mocinhos e vilões. “A estratégia foi ousada. Enquanto os Estados Unidos investem cada vez mais em seus vilões, o Brasil ainda tem esse apego dicotômico ao herói bonzinho e ao vilão malvado”, acredita.

Para Palacios, talvez o fator mais grave esteja em outro ponto. “Colocar uma Coca-Cola na mão do vilão no penúltimo episódio certamente daria o que falar. Talvez o escorregão esteja no fato de que a Coca-Cola se posicione como a marca ‘Embaixadora da Alegria’ e essa associação com a vilania acaba ficando estranha”, explica.

Ainda assim, Palacios lembrou que a mesma Coca-Cola já se arriscou em cenas de placement com o contexto parecido. “No seriado Breaking Bad, a Coca-Cola também apareceu em contextos de vilania, tanto quando o protagonista Walter White compra o lava-rápido para lavar seu dinheiro, como na cena icônica do episódio ‘Say my name’ em que ele diz que sua droga é a melhor e que se ele morrer seria como acabar a Coca-Cola do mundo”, finalizou.

Post publicado originalmente no portal Adnews

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COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!

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Você ainda nem chegou ao trabalho e pelo celular já descobriu que tem mais de uma dezena de e-mails à sua espera. Entretanto, a péssima ideia de dar uma olhada no Face antes de começar as atividades do dia o faz perder boa parte da manhã e os e-mails que estavam em cativeiro agora se multiplicaram como gremlins em dia de chuva. Tem gente que chama isso de Information Overload. No Brasil, o apelido chega a ser engraçado: Obesidade Informativa. Independente do nome, o fato é que o problema é global.

Mais quarenta anos atrás o economista ganhador do Nóbel previu o que estamos vivendo agora. Ele disse que “o que a informação consome é um tanto óbvio: a atenção do seu receptor. Assim, riqueza de informação provocará pobreza de atenção.”

Só que ele não contava com os Storytellers, ou seja, os contadores de história. Esses que aparecem na sociedade como escritores, roteiristas, poetas, quadrinistas, cineastas, romancistas, dramaturgos e novelistas, enfim, pessoas que vivem a vida de contar boas histórias. Eles são um tipo de pessoa capaz de fazer com que você desligue seu celular numa sala escura ou largue tudo e segure seu livro com as duas mãos por horas e mais horas, às vezes roubando até mesmo as preciosas horas de sono.

Os mais atentos ao texto já devem ter se perguntado: “Se o problema é excesso de informação, como que produzir ainda mais informação – em forma de narrativa de histórias – pode ser a solução?”. Parece contraditório, mas não é. Primeiro porque toda história é capaz de aglutinar e organizar toneladas de informações de forma coesa e fácil de ser compreendida. Tudo o que seria dito em 10 comunicações com finalidades diferentes – desde o comunicado do RH pros colaboradores até o anúncio publicitário – pode ser orquestrado numa única história. Segundo porque toda narrativa é uma coletânea de melhores momentos. É uma exploração em profundidade daquilo que importa para a história e nada mais. Então se o narrador diz que o personagem se ajoelhou, pode ter certeza que alguma coisa vai decorrer desse ato… ou ele vai escapar de um tiro, ou é porque achou a Moeda #1 do Tio Patinhas.

No caso da presença das marcas nas redes sociais, por exemplo, digo que sim, não só é possível combater o excesso de informação com histórias, como ainda é possível melhorar o conteúdo publicado com técnicas narrativas.

O fundamento principal do Storytelling é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar se a narrativa despertar emoções. Para isso, o personagem precisa sentir essa emoção para contagiar os leitores. Só que para o personagem sentir essa emoção, o autor precisa sentir primeiro.


Se você estiver rindo enquanto estiver escrevendo, os leitores vão rir. Se estiver chorando, vão chorar. Se você estiver bocejando, aí vai estar falando sozinho, porque no primeiro bocejo eles vão virar de página… da sua para a de outra marca.

A seguir vou contar 5 dicas de como melhorar a sua narrativa nas redes sociais:

1. Tenha sempre um personagem. O personagem é alguém para carregar a ação. Ele pode funcionar como narrador ou protagonista. Ele pode até mesmo atuar como os dois ao mesmo tempo. O importante é que ele tenha a consistência de alguém com vida própria.

2. Pense o post como um episódio. Por mais curta que seja a postagem, organizer de forma ressonante é fundamental. A estrutura de “começo, meio e fim”, funciona a partir de três frases. De preferência, faça com que “o fim” contenha a moral da história. E que a moral não seja uma pregação, mas um aprendizado pessoal do personagem.

3. Comece o post no meio da ação. Pule as explicações.

4. Citações como frases de um diálogo Releia o começo do artigo e repare como eu estabeleço uma conversa imaginária. Para fazer isso, é simples: ao invés de “fazer um texto para a massa amorfa da internet”, tenha alguém em mente na hora de escrever. Ao se conectar com uma pessoa, você acaba se conectando com milhares.

5. Escolha um sentimento que quer provocar, e cutuque! O fundamento principal que garante o sucesso do Storytelling na Humanidade é que se trata de uma forma de comunicação emocional. Por mais planejada que seja a história, ela só vai funcionar como narrativa se despertar emoções.

COMO NÃO SE PERDER NAS REDES SOCIAIS? MONTE UM ENREDO!

Publicado inicialmente na Revista Interface, por Fernando Palacios.

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Quer ser tornar um storyteller?

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O storytelling está abrindo um novo mundo de possibilidades, porém, é preciso aprimorar algumas habilidades antes de dar o primeiro passo.

Dia a dia escutamos inúmeras histórias seja pelas mídias sociais, na televisão, no nosso trabalho ou em qualquer lugar por onde passamos, nossa vida está permeada por histórias, mas nem todas são bem contadas, isto aplica tanto para pessoas como para as marcas.

Contar uma história parece fácil, a estrutura é simples: eventos que tenham um começo e um fim, claro com um ponto de clímax para manter o leitor engajado. Dessa forma, será que só seguindo essa estrutura é possível contar uma boa história? Na teoria sim, mas ninguém nasceu aprendido, é necessário treinar. Mas como? Eis aqui a resposta.

Ao igual que qualquer outra disciplina, para entender o storytelling e saber usá-lo é preciso treinar! Não se preocupe, não será uma jornada entediante. Pelo contrário, você descobrirá novas habilidades a serem desenvolvidas, viajará para novos universos e até pode se reinventar, ou pelo menos otimizar significativamente a forma como conta suas histórias, tornando-se o centro das atenções.

Se ainda dúvida sobre a importância do treinamento ou não está completamente seguro que quer se tornar um storyteller, confira alguns benefícios que podem mudar sua opinião.

 

Comunicação mais humanizada

À medida que você entende melhor como usar os recursos do storytelling, suas práticas de comunicação vão se tornando mais humanizadas, pelo fato de contar histórias que além de cumprir uma estrutura básica. Essas histórias também conseguem engajar ao seu interlocutor, facilitando a criação de novos vínculos seja com objetivos pessoais ou profissionais, independente do canal que for utilizado. No final do dia, uma boa história é inesquecível.

Com um bom treinamento, você poderá desenvolver tanto a habilidade de criar boas histórias como de saber contá-las. Lembre-se que a prática faz o mestre.

 

Crescimento profissional

Uma vez desenvolvidas as habilidades relacionadas à criação de boas histórias, você poderá ir atrás de todos esses objetivos professionais:  apresentar um projeto que pode transformar a sua empresa, alavancar as vendas da sua equipe ao engajar à sua equipe, cativar seus clientes com ideias inovadoras, criar novas oportunidades de negócios. Em resumo, ir tão longe quanto quiser, claro sempre levando em contar que há questões éticas que precisam ser respeitadas.

As startups são as que mais tem se apropriado do storytelling para captar seus investidores, vender sua ideia para diferentes públicos-alvo e se apresentar ao mercado etc. Esse setor já entendeu o poder do storytelling e estão explorando ao máximo seu potencial.

Criação de novos universos

Cada história contada é um novo universo, e claro nele sua marca pode criar uma nova realidade, se aproximar de ser humana, que é hoje o que a maioria dos consumidores querem, uma marca humanizada e autentica.

Para atingir esse objetivo e tornar-se a “queridinha” dos consumidores é essencial trabalhar treinamentos de storytelling, uma vez que nesses espaços é mais fácil entender quais são os arquétipos da marca, qual é a linguagem que deve ser utilizada, quais canais são os mais apropriados etc.  

Em síntese, os treinamentos de storytelling são as chaves para abrir múltiplas porta, inclusive deveriam ser uma prioridade para todas as áreas da empresa, e para todo tipo de empresa.

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O que é transmídia e que isso tem a ver com você

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O conceito ainda está em formação, mas sem você saber já faz parte do seu dia a dia.

Se você é formado em disciplinas como Comunicação, publicidade ou afins, já escutou falar sobre o termo transmídia em algum ponto da sua formação. Caso tenha se especializado em outras disciplinas ou trabalha em áreas totalmente aleias à comunicação, provavelmente nunca tenha escutado sobre o termo, mesmo sendo impactado por ele no seu cotidiano.

Transmídia no seu dia a dia

Entenda-se por transmídia a maneira como uma história é contada; ou seja, o uso de diferentes mídias para contar partes de uma narrativa. Ao usar diferentes recursos para o consumidor interagir com a marca, abre-se um novo mundo para ele, uma vez que ele terá vários pontos de entrada para conhecer diferentes aspectos da marca. Ao mesmo tempo, a marca  conseguirá atingir mais consumidores.

Um ótimo exemplo de transmídia que talvez ajuda a entender o porquê esse conceito faz parte do nosso cotidiano é as adaptações de livros para formatos como filmes, gibis, desenhos ou seriados. O objetivo a levar essa história para outros formatos é facilitar a conexão com outros públicos, nem tudo mundo consome os mesmos canais, e cada mídia tem algumas vantagens que permitem aproveitar o melhor dela para colocar a mensagem de uma forma tão fluida que parece natural ao conversar com o consumidor.

Por que falar de storytelling e transmídia?

O ato de contar histórias evolui a passos agigantados, inclusive mais do que o corpo humano, até porque com as novas tecnologias e canais que têm revolucionado a sociedade, não tem como continuar com as mesmas estruturas antigas se quer ser competitivo no mercado. A atenção do consumidor hoje está fragmentada, isto já é um baita desafio para a indústria do marketing e a publicidade.

A questão é como manter esse consumidor atento, engajado e motivado? Não há uma única resposta, mas a união transmídia e storytelling podem ser uma alternativa, partindo da premissa que toda comunicação fica ainda mais interessante se for usada uma  boa história. Grandes da indústria do entretenimento como JJ Abrams já entenderam isso e esse é um dos segredos do seu sucesso como um dos diretores mais respeitados na indústria cinematográfica.

Cases

Já falando de marcas, Coca Cola entendeu há muito tempo que a transmídia storytelling era o segredo para tornar à marca mais próxima dos seus consumidores. Hoje, a marcar é tão próxima que assim você não consuma refrigerante é inevitável não lembrar do urso das propagandas de natal, das latinhas que vinham com os nomes das pessoas, dos caminhões que chegavam em qualquer lugar do mundo para levar a magica da receita.

Será que temos algum case nacional de transmídia e storytelling? Certamente sim, e são mais conhecidos do que acreditamos. Contudo, cabe ressaltar o trabalho do roteirista e diretor Rodrigo Mac Niven e sua obra Olympia, uma vez que podem se considerar como destaque nacional nesse quesito. O HQ  e documentário basearam-se nas situações que estavam se passando no Rio de Janeiro em 2013, ambos contam uma história sobre verdades humanas que são vivenciadas no dia a dia, só que toda a narrativa é bastante fantasiosa mantendo o espectador cativado nos dois formatos.

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Uma boa história pode alavancar seu negócio?

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O storytelling tem tudo para potencializar todos os resultados da sua empresa, e o melhor só é preciso começar com uma boa história

Contar histórias é quase inerente a nossa natureza humana, mesmo que pareça o contrário quase todas suas conversões são um compilado de narrativas, umas mais cativantes do que outras. Por exemplo, você conhece alguém que viajou pela Europa inteira e ele começa a descrever todas as cidades que visitou, as comidas que experimentou, fatos interessantes sobre a cultura e por aí vai.

Há dois caminhos a seguir nessa situação, você fica maravilhado ou entediado, tudo vai depender de como as histórias são contadas. O narrador pode ter visitado algumas das maravilhas do mundo, lugares incríveis; porém, se ele não conta as coisas de forma cativante e fluida, provavelmente sua vontade de conhecer esses lugares diminua radicalmente. Pois saiba que nos negócios funciona igual.

Era uma vez um negócio que usou storytelling e cresceu!

Hoje as empresas compreenderam que precisam usar recursos como o storytelling para manter seu público-alvo engajado, e claro para atingir seus objetivos. Contudo, nem é algo tão fácil, uma vez que uma história cativante e engajadora é aquela que consegue causar algum tipo de emoção, pode ser dramática ou engraçada. O importante no  final do dia é criar algum vinculo emocional.

Uma vez criado esse vínculo emocional, o público já engajado terá mais interesse tanto em conhecer sua empresa, como tudo que está por trás dela. Isto aplica para todos seus targets, tanto internos como externos. Quando a empresa tem um colaborador comprometido, ele vai ser o primeiro a posicionar a marca no mercado. Aplica o mesmo para clientes e parceiros.

Da teoria a realidade, como  o storytelling vai alavancar meu negócio?

O storytelling tem um poder revolucionário, ou seja, pode transformar todas as áreas da sua empresa: vendas, treinamento de equipes, elaboração de projetos etc. O primeiro passo é criar personagens que representem a marca, uma vez que para manter cativados aos clientes, é preciso humanizar à marca. Após essa humanização, é essencial se aprofundar em aspetos mais técnicos tanto da narrativa como do design visual.

Já quando o assunto é inovação, o storytelling torna os processos criativos como  o “brainstorming” mais produtivos, uma vez permite que os participantes usem histórias para vender suas ideias, o que permite uma melhor visualização e gerará maior engajamento. No primeiro momento pode ser complexo, uma vez que para ser um profissional da escrita é necessário praticar arduamente, mas a jornada para atingir o objetivo sempre vai valer a pena tanto para o crescimento do profissional, como da empresa.

Certamente, o processo de desenvolvimento das histórias varia entre cada empresa, até entre cada área. O importante é entender que o storytelling está aí para ser um agente transformador e talvez revolucionário, porque que é a vida  e claro os negócios sem uma boa história.

A armadilha das boas apresentações

Quem nunca fez ou participou de alguma apresentação que sentiu que foi eterna e certamente foi zero produtiva?  Quase 99% das pessoas que está no mercado de trabalho já vivencia uma situação igual ou bem parecida. Certamente, não é muito recomendável ser o protagonista desse tipo de situações, mas como evitá-lo? Simples, com o storytelling.

A apresentação de um projeto é um momento crucial para qualquer empresário, independente se a empresa é própria ou de terceiro, todos queremos vender nossa ideia o melhor possível. A questão é que muitas vezes esse espaço acaba se tornando bastante entediante tanto pelo discurso do apresentador, como pela narrativa dos slides.

Tristemente, não há uma formula magica que consiga tornar um projeto interessante de dia para noite. Entretanto, as técnicas e ferramentas de storytelling conseguem otimizar radicalmente tanto a narrativa usada pelo interlocutor, como o arquivo utilizado.

Lembre-se, na sociedade da informação tudo comunica e isso pode alavancar ou prejudicar seu negócio.

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